Nestes pacientes, a dor e a diminuição de força podem ser importantes limitadores de sua qualidade de vida.
Inicialmente, precisamos entender que este tendão faz parte do grupo de tendões do manguito rotador e fica localizado na parte superior do ombro, abaixo do trapézio e do deltóide e ligado à cabeça do úmero.
De todos os tendões do manguito rotador, o supraespinhal é o mais sensível, pois apesar de ser utilizado com muita frequência por ser responsável por levantar nosso braço, é mais fino e menos vascularizado que os demais.
Além disso, o tendão supraespinhal possui uma região conhecida como zona crítica, onde sua resistência é menor por ter menos colágeno e menos vascularização.
A localização desta região também oferece maiores chances de conflito anatômico com a região do acrômio (síndrome do impacto subacromial) que é rígido e pode causar danos estruturais ao tendão (mais mole e elástico).
Dessa forma, esta é a região na qual a maior parte das lesões do manguito rotador se inicia.
Temos um artigo que explica mais sobre a zona crítica do tendão supraespinhal e você pode acessar
clicando aqui.
Diversos são os tipos de lesões que este tendão pode ocorrer e isso irá influenciar tanto nos desconfortos do paciente quanto no tipo de tratamento que deveremos adotar.
Tendinite
A tendinite é uma inflamação no tendão e não uma alteração estrutural. Costuma estar acompanhada de inflamação da bursa subacromial e ser chamada de Bursite.
Assim, a tendinite no supraespinhal não é uma lesão (rotura, rasgo, desgaste) e sim uma inflamação e, recebendo o devido tratamento, não chega a evoluir na maioria dos casos.
Lesão parcial
Ocorrem quando somente uma parte das fibras do tendão são afetadas e ele não se rompe completamente. Nestes casos, não ocorre um rasgo de toda extensão, toda profundidade do tendão, por isso é uma lesão ou rotura não transfixante pois não chega a aparecer um furo propriamente no tecido.
Essas lesões podem variar em relação a sua profundidade (superficiais, intermediárias ou profundas), sendo mais graves e de pior prognóstico as mais profundas.
Lesão completa
Ocorre quando as fibras do tendão se separam por completo - aparece um furo, um rasgo no tecido. Nestes casos, se a lesão for negligenciada, pode progredir para atrofia muscular, aumento do tamanho da lesão, aumento da dor e diminuição da força e da capacidade de levantar o braço (elevação do ombro).
Neste ponto, devemos destacar que o músculo supraespinhal e seu respectivo tendão são responsáveis por movimentos fundamentais, como o de levantar o braço.
Então, eles nos permitem lavar a cabeça, pendurar roupas ou pegar algo no armário e uma lesão nesta região causa dor e dificuldade para realizar movimentos importantes.
Assim, tratar as lesões de forma adequada é fundamental para que o paciente tenha sua qualidade de vida restabelecida.
O tratamento da lesão neste tendão irá variar conforme o tipo, profundidade e extensão da lesão, outras lesões associadas no ombro, causa da lesão (como síndrome do impacto), idade, nível de atividade da pessoa, quadro de saúde e sua demanda desta articulação (atleta x não atleta por exemplo).
Então, com o tratamento buscaremos cicatrizar o tendão, controlar a dor do paciente e recuperar a função do ombro.
Será preciso também entender se existem alterações mecânicas associadas à lesão para corrigi-las.
Para algumas lesões do tendão supraespinhal com ruptura parcial de alto grau ou uma ruptura total, devemos fazer um procedimento cirúrgico para recuperá-lo.
Neste ponto, é preciso entender que por trás do tendão supraespinhal temos uma banda fibrosa muito forte em forma de C (ou meia lua) que será útil para recuperarmos a região.
Assim, quando temos uma lesão profunda do tendão supraespinhal, o que fazemos é utilizar esta banda para reconstruir o tendão. Ou seja, distribuimos a força de tensão aproveitando esta estrutura fibrosa e forte e prendedo-a à região da tuberosidade maior do úmero.
Dessa maneira, criamos uma nova estrutura que substitui a zona crítica e faz com que o paciente fique com um tendão muito mais forte e mais resistente que o original.
Normalmente, podemos realizar este procedimento através da artroscopia (cirurgia por vídeo). Esta é uma técnica minimamente invasiva na qual fazemos pequenas incisões no ombro por onde inserimos uma câmera e os equipamentos necessários para fazer os devidos reparos nas estruturas danificadas.
Além disso, são corrigidos conflitos anatômicos e lesões associadas (outras tendinites, artrose acromioclavicular, bursite, etc) neste mesmo procedimento.
Já em casos de lesões mais simples, o tratamento poderá ser conservador (não cirúrgico) e você poderá ler mais sobre este tratamento
clicando aqui.
A decisão de qual a melhor conduta adotar é extremamente individualizada e será feita pelo ortopedista, que fará uma investigação detalhada do quadro clínico do paciente.
Então, caso você sinta dor ou desconforto na região, procure um
médico especialista em ombro para te acompanhar ao longo do tratamento até sua recuperação final.
Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.
Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.
Luis Fernando, via Google
Eu agradeço a Deus por ter feito a cirurgia com o Dr Guilherme, eu passei com 3 médicos e nenhum outro me passou a confiança e qual era realmente o problema que tinha no meu ombro direito.
R. Mendonça, via Google
Sou esportista e há 8 meses estou com uma lesão no ombro e cotovelo esquerdo em decorrência do trabalho, busquei cuidados com outro profissional, mas não houve êxito no tratamento.
Célio Pires, via Google
O doutor Guilherme é muito atencioso e tirou todas as minhas dúvidas em relação ao diagnóstico e o tratamento da minha lesão. Revisou o meu treino da academia e ajudou a adaptar os movimentos. Sem apressar a consulta.
Dr Guilherme Noffs - CRMSP 144245 - Este site obedece as orientações do Conselho Federal de Medicina e do Código de Ética Médica, que proíbe a apresentação de fotos de pacientes, resultados ou procedimentos. As informações nele contidas podem variar conforme cada caso e representam apenas uma ideia genérica do atual estágio das técnicas apresentadas, não substituindo, em hipótese alguma, uma consulta médica tradicional e muito menos representando promessas de resultados.