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Rotura do manguito rotador sem dor: o tratamento é necessário?

18 de maio de 2023
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Embora o incômodo físico seja um sintoma comum, algumas pessoas podem ter rotura sem dor no manguito rotador.

Assim, muitos pacientes podem postergar a ida ao médico ou ficar resistentes à ideia de fazer algum tipo de tratamento.


Uma lesão no manguito rotador pode ocorrer por diversos motivos, como uma queda em cima do ombro, esforço repetitivo ou o envelhecimento natural do corpo.


É importante notar que, mesmo sem dor significativa, uma lesão no manguito rotador pode prejudicar a funcionalidade do ombro e levar a problemas bem mais sérios no futuro.


Portanto, recomenda-se a realização de uma avaliação minuciosa para determinar o grau da lesão e o melhor tratamento para cada caso, que na maior parte das vezes não é cirúrgico.


Quais são as causas de rotura do manguito rotador?


O manguito rotador é uma estrutura composta por quatro músculos e seus tendões que circundam a articulação do ombro, incluindo o supraespinhal, e infraespinhal, o subescapular e o redondo menor.


Essa estrutura, também conhecida como motor do ombro, é essencial para estabilidade da articulação e é protagonista nos movimentos como  a rotação e a elevação do braço, por exemplo.


Considerando a importância do manguito rotador, as lesões na região podem prejudicar a funcionalidade do ombro e causar dor e fraqueza no paciente. Mas em outros casos, não ocorre fraqueza perceptível, mas leva a uma degeneração articular completa com o passar dos anos.


Essas lesões ou roturas ocorrem devido a 3 motivos principais: traumas, predisposição genética ou alterações anatômicas e degeneração natural (envelhecimento músculo-esquelético), que geralmente está associada à idade devido à perda do colágeno - principal componente dos tendões.


As lesões por trauma podem ocorrer quando o paciente sofre uma pancada ou queda. Então, os músculos tendem a se contrair em uma tentativa de proteção, o que pode levar a uma rotura nos tendões, especialmente se eles já estiverem enfraquecidos.


Há pessoas com alterações genéticas que predispõe às lesões mesmo em idades mais precoces como na casa dos 30 anos.


Estes casos precisam ser tratados com uma atenção especial e algumas vezes, vale uma investigação familiar, principalmente quando não identificamos alterações anatômicas ou causas externas (hábitos) que justifiquem o quadro.


Além disso, o esforço excessivo ou repetitivo pode causar danos em algum dos tendões da articulação.


Contudo, a principal causa das lesões no manguito rotador é a degeneração natural que ocorre com o passar da idade.


Ao longo do tempo, nosso corpo perde colágeno, situação que se reflete no aspecto da nossa pele, mas também na diminuição da flexibilidade, resistência mecânica e trofismo das articulações.


Os tendões são estruturas resistentes formadas por tecido conjuntivo composto, principalmente, por colágeno.


Então, a redução do colágeno no corpo, somada às alterações hormonais pelas quais passamos, tornam os tendões mais fracos  e menos elásticos, condição que pode evoluir para uma lesão dos tendões do manguito rotador.


É importante lembrar que as lesões no manguito rotador podem ocorrer sem que o paciente sinta dor, mas isso não quer dizer que a condição não possa evoluir para quadros crônicos ou irreversíveis. 


Essa situação é problemática, visto que, sem um incômodo real, dificilmente o paciente irá procurar tratamento médico. 



Devo tratar a rotura do manguito rotador mesmo sem ter dor?


A lesão no manguito rotador é uma condição comum, sendo a dor um dos principais sintomas apresentados pelos pacientes.


No geral, precisamos compreender que o que causa dor é uma lesão mais instável, em outras palavras, uma inflamação no local.


Nesse sentido, quando a lesão está se desenvolvendo, ela tende a doer mais do que quando está estável.


Caso o paciente ignore os primeiros sinais, a lesão pode progredir até ocasionar a atrofia muscular, que pode ocorrer mesmo sem dor.


Este quadro leva ao desequilíbrio mecânico da articulação e degeneração das demais estruturas articulares. 


Como consequência, os músculos afetados vão perdendo utilidade e força.


Esse fato é preocupante porque, no futuro, o paciente experimentará uma perda de amplitude de movimento, além de uma possível dor de difícil tratamento.


Ao final da evolução deste quadro dramático, temos o que chamamos de artropatia do manguito rotador - com toda articulação completamente comprometida. Esta condição não é passível de reparo (costura) da lesão ou tratamentos menos agressivos.


O tratamento principal (mais eficiente) para a artropatia do manguito rotador é a artroplastia reversa, uma substituição completa da articulação (prótese).


Portanto, mesmo que não haja dor aparente, é imprescindível que uma lesão no manguito rotador seja avaliada e acompanhada pelo especialista para determinar o melhor tratamento a ser seguido e evitar a evolução para lesões irreparáveis.


Isso é importante para evitar problemas futuros e manter a funcionalidade do ombro a longo prazo.


Como será o tratamento do manguito rotador?


Dependendo do estado de saúde do paciente e da condição das estruturas do manguito rotador, costumamos iniciar a recuperação através da adoção de tratamentos conservadores (não cirúrgicos).


Assim, repouso, gelo e fisioterapia, serão usados para conter uma crise de dor. 


Após esta etapa inicial, poderemos indicar exercícios de alongamento e fortalecimento para ajudar na reabilitação da estrutura.


Casos pouco responsivos a estas medidas iniciais costumam responder melhor aos tratamentos com bioestimuladores como o ácido hialurônico e o plasma rico em plaquetas (PRP).


Porém, em situações mais graves, a cirurgia por artroscopia pode ser recomendada. Isto é para lesões que reconhecemos que não terão resultado satisfatório com os tratamentos descritos acima e são a minoria dos casos, mas os que exigem mais “urgência” na melhora e na prevenção da atrofia irreversível que costuma se instalar com a evolução do quadro. 


Nesse procedimento (artroscopia), realizamos 3 ou 4 furos de aproximadamente 1 cm para introduzir uma câmera de vídeo e acessar as diversas estruturas do ombro com instrumentos necessários.


Tanto a cirurgia quanto os demais tratamentos são completamente personalizados para cada paciente e, além da lesão em si, poderemos tratar outras condições que estejam prejudicando o bom funcionamento do ombro ou que foram responsáveis por causar a lesão.


Temos um artigo em nosso blog que aborda a
artroscopia do ombro com maiores detalhes!


Em nossa clínica, pensamos cuidadosamente nos tratamentos para cada paciente, buscando diminuir os períodos de inatividade e garantindo o bem-estar.



Então, conte com a nossa equipe de especialistas para ter certeza que está recebendo o melhor acompanhamento!


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Conheça o Dr. Guilherme Noffs

Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.


Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.

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