Embora diferentes em função e localização, essas partes podem estar relacionadas em casos de lesões ou sobrecarga, afetando a saúde e o movimento da articulação.
Dessa forma, é importante entender a relação entre manguito rotador e bíceps para prevenir e tratar possíveis problemas relacionados a essas estruturas.
Inicialmente, devemos entender a anatomia e origem do bíceps.
Este é um músculo que se origina no ombro (porção proximal) em duas partes, denominadas como cabeça longa e cabeça curta do bíceps.
Estas duas estruturas se unem no braço, formando um único músculo que se insere no cotovelo (inserção distal) na forma de um músculo único.
Possui funções importantes de flexão do cotovelo e supinação do antebraço (girar a mão para cima).
A porção longa do bíceps (uma de suas origens) tem um trajeto intra-articular, o que significa que ela passa dentro da articulação do ombro.
Então, essa estrutura fica embaixo do manguito rotador, passando pelo tendão supra espinhal e pelo tendão subescapular, até adentrar na glenóide, onde se encontra com o encaixe da cabeça do úmero, o maior osso do braço.
Ou seja, devido sua localização intra articular, a cabeça longa do bíceps tem uma relação intrínseca com o manguito rotador e também maiores chances de sofrer danos.
Isso porque, lesões no manguito rotador, principalmente nas regiões do tendão subescapular e supra espinhal, tendem a causar sobrecarga, instabilidade, inflamação e dor no bíceps (porção longa/cabo longo dele).
Assim, diversas insuficiências do manguito rotador repercutem na porção longa do bíceps, fazendo com que o paciente sinta dor e tenha inflamação neste músculo.
Por exemplo, quando a porção longa do bíceps se inflama ou mesmo se rompe, é muito provável que exista paralelamente uma lesão no manguito rotador que causou uma instabilidade ou uma inflamação crônica.
Por isso, ao sentir dor no bíceps ou alterações nos movimentos que ele é responsável, é fundamental investigar qualquer problema na sua origem, ou seja, no ombro.
De forma geral, as principais razões para a lesão no manguito rotador são o trauma e a degeneração das estruturas, principalmente devido à idade e à atrofia muscular.
Os tendões são estruturas resistentes compostas principalmente de colágeno e água.
Com o passar do tempo, a redução do colágeno e as alterações hormonais tornam os tendões mais fracos e menos elásticos.
Assim, esta condição pode evoluir para lesões, principalmente no tendão supraespinhal, que é o mais frágil da região.
Já os traumas tendem a ocorrer quando o paciente sofre um impacto, queda ou esforço excessivo que prejudica a estrutura de um dos tendões do manguito rotador.
Diante de um trauma, os músculos se contraem para proteção e, como consequência, podem lesionar os tendões, especialmente se já estiverem enfraquecidos.
Existem três tipos principais de lesões traumáticas: distensão, lesão parcial e lesão total, cada uma com sintomas diferentes que exigem tipos distintos de tratamento.
Você pode entender mais sobre as causas e a prevenção das lesões no manguito rotador no nosso Blog!
Como mencionamos, sempre que o paciente possui sintomas no bíceps (em sua região proximal - próxima do ombro), é importante investigar sua relação com o manguito rotador.
Nesse sentido, precisamos avaliar as condições das estruturas locais, como o tendão subescapular e o supraespinhal.
Por exemplo, será fundamental avaliar se existem lesões da zona crítica do manguito rotador, que é a porção mais à frente do tendão supraespinhal ou na parte superior do tendão subescapular, ou em outras estruturas.
Ressaltamos que lesões no manguito rotador que não recebem o devido tratamento podem evoluir para casos crônicos ou até mesmo irreversíveis.
Sendo assim, ao sentir desconfortos no bíceps, é essencial buscar ajuda de um ortopedista especialista em ombro, pois é este o profissional apto a avaliar a real causa do problema.
Somente assim será possível definir um tratamento adequado de modo a evitar a progressão do quadro e restabelecer o bem-estar do paciente!
Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.
Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.
Luis Fernando, via Google
Eu agradeço a Deus por ter feito a cirurgia com o Dr Guilherme, eu passei com 3 médicos e nenhum outro me passou a confiança e qual era realmente o problema que tinha no meu ombro direito.
R. Mendonça, via Google
Sou esportista e há 8 meses estou com uma lesão no ombro e cotovelo esquerdo em decorrência do trabalho, busquei cuidados com outro profissional, mas não houve êxito no tratamento.
Célio Pires, via Google
O doutor Guilherme é muito atencioso e tirou todas as minhas dúvidas em relação ao diagnóstico e o tratamento da minha lesão. Revisou o meu treino da academia e ajudou a adaptar os movimentos. Sem apressar a consulta.
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