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Epicondilite lateral crônica: por que a dor persiste?

19 de dezembro de 2024
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Você está em busca de informações sobre a epicondilite lateral crônica?

A epicondilite lateral, conhecida popularmente como "cotovelo de tenista", é uma condição que surge a partir da inflamação e possivelmente de lesões dos tendões na lateral do cotovelo.


Quando não é tratada de forma adequada, essa lesão pode evoluir para um quadro crônico, agravando o desgaste dos tendões e até limitando a função do cotovelo, do punho e da mão.


Isto acontece porque o estresse contínuo na região pode intensificar a degeneração dos tecidos, dificultando a recuperação completa.


Assim, o diagnóstico precoce e um manejo cuidadoso são essenciais para evitar que a dor se torne persistente.


Além disso, o descanso das atividades que provocam a sobrecarga é fundamental para interromper o ciclo de lesão e regeneração inadequada.


Sem esta pausa e tratamento direcionado, o quadro pode se perpetuar, prejudicando a realização de tarefas simples do dia a dia e comprometendo a qualidade de vida.


Entenda melhor neste artigo!


O que é a epicondilite lateral e quais são os sintomas dessa condição?


A epicondilite lateral, também conhecida como "cotovelo de tenista", é uma condição que acomete os tendões ligados ao epicôndilo lateral do cotovelo responsáveis por atividades como levantar o punho e os dedos ou agarrar objetos (fecha a mão com força).


Este esforço contínuo associado a um descanso insuficiente provoca micro roturas nos tendões e um processo degenerativo caracterizado pela substituição do tecido saudável por fibrose disfuncional (cicatrização ineficiente) ao invés de tendão saudável.


Os sintomas mais comuns desta condição incluem:


  • Dor na parte externa do antebraço, logo abaixo do cotovelo, que pode irradiar em direção ao punho;
  • Sensibilidade no lado externo do cotovelo, com desconforto que pode se espalhar pelos músculos extensores;
  • Dificuldade em segurar pequenos objetos, como canetas, xícaras ou talheres, com dor constante ao realizar essas ações;
  • Dor ao realizar movimentos de rotação ou em pinça com as mãos, como girar uma maçaneta ou abrir potes;
  • Agravamento da dor ao torcer o antebraço, especialmente ao realizar tarefas cotidianas que envolvem rotação do braço (torcer um pano, girar uma maçaneta, segurar um prato de comida ou uma jarra com líquido dentro);
  • Desconforto ao fazer pequenos movimentos com o cotovelo, como escovar os dentes, abrir uma porta, digitar no computador ou cumprimentar alguém com um aperto de mão;
  • Dor ao levantar ou dobrar o braço, tanto para pegar objetos acima da cabeça quanto para carregar algo pesado, dificultando tarefas comuns;
  • Sensação de rigidez e dor ao estender completamente o braço principalmente pela manhã, causando dificuldade para apontar ou alcançar algo distante, o que pode tornar essas ações dolorosas.


A dor pode ter início súbito e intenso, especialmente em atletas ou após um esforço pontual, mas em grande parte da população surge de forma gradual, piorando com o tempo e se agravando com movimentos repetitivos ou sobrecarga.



Nos casos mais graves, a dor se torna persistente e crônica, interferindo na realização de tarefas rotineiras e até mesmo no descanso do paciente.



Epicondilite lateral crônica: por que a dor não melhora?


A dor crônica é uma dor persistente que continua por longos períodos, geralmente mais de três meses.


Ela difere da dor aguda porque deixa de ser apenas um sinal de alerta e se torna uma condição debilitante, afetando o bem-estar físico e emocional.


Quando não tratada, a epicondilite lateral pode causar um desgaste prolongado nos tendões e nos tecidos da área, levando a episódios de dor contínua. 


Com o tempo, essa dor pode virar crônica, tornando-se mais difícil de tratar e impactando as atividades diárias e a qualidade de vida.


Essa é uma questão que afeta muitas pessoas por um longo período.


Aqui na clínica, chegam pacientes que, em alguns casos, convivem com a epicondilite lateral há mais de 10 anos.


Esses pacientes sofrem com dores constantes e dificuldades para desempenhar atividades do dia a dia e praticar esportes.


Por isso, sempre chamamos a atenção para identificar o que está provocando ou provocou a epicondilite.


É essencial entender a biomecânica do corpo: toda vez que realizamos movimentos de agarrar, acionamos os tendões que se inserem no cotovelo e são os responsáveis pela epicondilite lateral.


Se a pessoa continua fazendo atividades de agarrar com uma frequência maior do que o corpo consegue se recuperar e cicatrizar, a condição acaba se perpetuando.


Na maioria dos casos, essas atividades envolvem musculação ou esportes que utilizam raquetes ou objetos semelhantes.


Muitas pessoas acreditam que a epicondilite irá melhorar apenas com fortalecimento, compressas geladas ou bandagens compressivas.


Porém, sem o descanso adequado e um protocolo de reconstituição das estruturas danificadas, a melhora não acontece.


Portanto, o primeiro passo para o tratamento é interromper essas atividades de agarro e proporcionar o tempo necessário para o corpo se recuperar.


Se você quer entender melhor a relação entre epicondilite lateral e musculação, acesse esse texto em nosso blog!


Como realizamos o tratamento dessa condição?


O tratamento da epicondilite lateral precisa ser individualizado e tem como objetivo aliviar a dor, restaurar a função do braço e prevenir que a lesão se agrave.


A escolha do tratamento adequado depende do estágio em que a patologia se encontra, da gravidade da lesão e das causas que levaram ao seu desenvolvimento.


Geralmente, nossa primeira opção de tratamento é a fisioterapia.


Nela, são utilizados exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, com ênfase em exercícios excêntricos, que aumentam o fluxo sanguíneo para a área lesionada e ajudam na regeneração dos tecidos.


Essa abordagem é eficaz para reduzir a dor, embora nem sempre melhore a força de preensão da mão.


Já a infiltração no cotovelo para tratar a epicondilite lateral pode ser uma alternativa nos casos em que a dor persiste.


Nesse procedimento, aplicamos medicamentos diretamente na articulação do cotovelo.


Os corticoides são frequentemente usados por seu efeito anti-inflamatório, proporcionando alívio rápido dos sintomas, apesar de não ser usado na nossa clínica já que seu uso pode prejudicar a cicatrização dos tecidos e, portanto, não é indicado como solução a médio/longo prazo.


O tratamento mais realizado na nossa clínica sempre inclui opções que possibilitem a cicatrização adequada dos tecidos danificados e pode envolver técnicas de medicina regenerativa como PRP (plasma rico em plaquetas), células tronco (aspirado de medula óssea com células mesenquimais), além da já conhecida infiltração de ácido hialurônico no cotovelo acelerando o processo de cura.


Já em situações mais graves (e muito menos frequentes) em que a doença já está muito avançada, podemos recorrer à cirurgia para epicondilite lateral.


Existem duas abordagens principais: a artroscopia, em que pequenas incisões permitem a introdução de uma câmera para reparar as lesões e investigar outras possíveis causas do problema, e a cirurgia aberta, indicada para casos em que o problema é mais superficial e acessível.


Ambas as técnicas têm altas taxas de sucesso quando bem executadas.


No nosso site, temos um artigo explicando qual o tratamento ideal para cada fase da epicondilite lateral, acesse e saiba mais!


Epicondilite lateral crônica: conte com o ortopedista especialista


Reforçamos que a epicondilite tem cura, mas o sucesso do tratamento depende não apenas das terapias aplicadas, mas também do descanso e da redução das atividades que sobrecarregam o cotovelo.


Dessa forma, identificar e eliminar os fatores que causaram a epicondilite é essencial para evitar que a condição se torne crônica e afete outras estruturas da articulação.


Com uma abordagem adequada e orientada pelo especialista, é possível restaurar a função do braço e prevenir complicações futuras.

Então, não deixe que a dor limite sua rotina por mais tempo!



Agende uma consulta com o ortopedista especialista em cotovelo e comece hoje mesmo o caminho para uma recuperação segura e eficaz.


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Conheça o Dr. Guilherme Noffs

Dr. Guilherme atende em consultório particular como ortopedista de Ombro e Cotovelo e Especialista em Terapias da Dor no Hospital Albert Einstein Perdizes e na Clínica SEBE, Vila Mariana.


Além disso, atua no atendimento de urgências no Hospital Albert Einstein e realiza cirurgias nos Hospitais Sírio-Libanês, São Luiz - Rede D'Or e São Camilo.

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